Pra ser feliz, coma.


O ser humano possui uma necessidade estranha de sentir que a vida vale a pena, e pra vida valer a pena todos acreditam que é necessário estar feliz com ela. Na verdade, a vida é nada mais nada menos do que essa busca pela felicidade, por preencher essa parte da gente que teima em querer ser sentida.

Eu, como todo ser humano, porém um pouco mais esquisita que meus companheiros de espécie, obviamente também tento buscar pela felicidade, e eis que depois de um ano inteiro repleto de muito mal humor e cara emburrada, finalmente percebi que a felicidade está nas pequenas coisas, e que essas pequenas coisas se chamam: comidinhas. Não, vocês não leram errado, acompanhem minha linha de raciocínio.

Como a própria imagem no topo do post diz "No supermercado, ninguém pensa em morte" e de onde vem essa frase maravilhosa? Do filme Minha Vida Sem Mim (quem não assistiu assista, é GENIAL!). "Está frio no supermercado e você gosta assim. As pessoas sempre leem os rótulos das suas marcas favoritas com muito cuidado para ver quantas substâncias químicas elas têm. Aí suspiram e põem no carrinho do mesmo jeito como se dissessem: "Claro, tudo bem, faz mal para a minha família, mas nós gostamos". No supermercado ninguém pensa em morte." e é graças a essa "filosofia de vida" que hoje eu vos digo: sou feliz, porque como.

Não tem maneira de se sentir mais... Preenchida (que bela definição Tatiane) do que quando comemos (como você está poética hoje, prossiga) é uma felicidade que domina, que sufoca (o nome disso é gula) que nos faz querer subir em cima da mesa e dançar Br'oz. Porque sim, sim, sim, esse amor é tão profundo, você é a minha prometida e eu vou gritar pra todo mundo. A comida meu caro amigo, está contigo nos momentos difíceis, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza. É ela quem te sustenta. E o que poderia me fazer mais feliz do que algo que está presente em minha vida desde que vim a este mundo?

A filosofia que abrange este texto de hoje é: coma!
Quando estiver triste, coma.
Quando estiver com raiva, coma.
Quando estiver com fome, coma.
Quando estiver com tédio, coma.
Quando não tiver nada pra fazer, coma.
Quando estiver no computador lendo esse texto e pensando que provavelmente eu tenho algum distúrbio porque não é possível eu estar compartilhando uma coisa dessas, coma.
Quando estiver se apaixonando, coma.
Quando estiver chorando depois de ter levado um fora, coma.
Em todas as situações da vida, coma.

E os endocrinologistas e nutricionistas de todo esse Brasil serão eternamente gratos depois que as visualizações desse post aumentarem as consultas com eles.

E sabem do que mais? Eu vou comer pra me sentir feliz.
E eu sei que muita gente pensou besteirinha quando leu "Pra ser feliz, coma". Danadinhos!

Só acontece comigo #3



Quem estava com saudades de ver as vergonhas alheias que eu passo levanta a mão, ALTO EM CIMA, ALTO EM CIMA, ALTO EM CIMA, EM CIMA, EM CIMA, EM CIMA! Dancem com o amiguinho Nanokid.

Te odeio seu infeliz.

E o "Só acontece comigo" de hoje é especial ENEM, perdi meu fim de semana, fiquei com torcicolo, e é claro que nesses dois dias seguidos de prova alguma merda tinha que acontecer, se não eu não seria eu.

Sábado 26 de Outubro.
Em algum momento da vida, esqueceram de me avisar o quão azarada eu seria, logo não sabendo disso, me inscrevi no ENEM um ano antes para me preparar pro ano que vem. E eis que no primeiro dia de prova, a criatura sentada na carteira de trás me cutuca.

- Oi - risadinha de "tô sem graça" - eu derrubei minha caneta e ela caiu perto do seu pé, você pode pegar para mim?

Eu, como boa coleguinha de provão que sou, peguei a caneta.

30 minutos depois, um novo cutuque.

-Sabe o que é? - risadinha - Minha folha de respostas escorregou, você pode pegar para mim?

Eu, como boa coleguinha de provão que sou, peguei a folha.

30 minutos depois, eis que sinto um cheiro abominável de salgadinho de queijo, daqueles que mais parecem vômito do que queijo, seguido por um TCHEQUE TCHEQUE TCHEQUE da criança que estava o mastigando.

Domingo 27 de Outubro.
Uma emissora de TV/rádio linda, maravilhosa, abençoada pelo CAPETA resolveu fazer um show gratuito aqui na minha cidade, até ai tudo bem, sempre bom fazer a alegria dos pobres, mas é claro que eu tinha que fazer a prova numa faculdade próxima ao local do show né? E ai que estou eu lá tentando elaborar minhas contas matemáticas quando de repente:

-E AGORA, FRESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSNOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

POIS EU SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI QUE VOCÊ QUER VIVER COMIGO OUUUUUUUUUUUUUUUUUUUTRA VEEEEEEEZ QUE VOCÊ QUER VIVER AO LADO MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU e as lágrimas caiam nas contas de matemática.

Enem deixará saudades, Nanokid também.

P.S: No antigo layout, tinha a página "F.A.Q" com perguntas que ninguém se interessava, então eu a exclui e criei um Ask Fm (parece nome de estação de rádio)  e tá ali no cantinho pra quem quiser fazer perguntas, compartilhar neuras, pedir conselhos amorosos, dar sugestões e EU QUERO POLÊMICAS.

Sobre pequenas coisas.

Eu ia postar sobre uma coisa qualquer nesse domingo qualquer, até que entro no Rosto de Neve e vejo esse mimo:


Eu só queria dizer que quando a gente menos espera, as pequenas coisas, pequenas mesmo, inesperadamente fazem você se sentir bem! ♥

Obs: vou estar mudando a cara do blog, então se algum dia vocês entrarem nele e estiver um caos, não se assustem.

Só acontece comigo #2

Eu sou uma pessoa distraída e atrapalhada, então vocês vão ver posts de "Só acontece comigo" muitas vezes ainda, porque a desgraça na minha vida nunca tem fim.

Você sai do trabalho, pega metrô, trem, ônibus, anda um pedacinho a pé, e então, quando abre a porta do seu lar doce lar, sua mãe diz:

- Tatiane, você veio lá do centro de São Paulo com a blusa de frio ao contrário?

Agora eu me pergunto: como é que as pessoas deviam estar me olhando enquanto eu lia e ouviu música nos vagões dessa cidade?


As pessoas que me viram devem ter chegado em casa e comentado durante o jantar: "Hoje peguei trem com uma menina com a blusa de frio ao contrário!" e todos os seus familiares riram com a comida na boca.

Pelo menos não encontrei ninguém conhecido, vamos pensar positivo.

Gosto pelo desgosto.



Tenho tentado de diversas maneiras me autoconhecer, saber meu lugar, minha hora e minha função. E quanto mais me esforço pra isso mais me surpreendo com o quanto eu mesma sou o que não gosto.

Eu gostava de sair, rir, conversar e deitar a cabeça no travesseiro com um sorriso de "Hoje o dia valeu a pena", mas o tempo foi passando, as coisas foram mudando e quanto mais eu me autoanaliso mais me assusto com o que sou, que não se compara em nada com o que eu era, ou com o que eu gostaria de ser.

Peguei gosto pelo desgosto, peguei gosto em não gostar de nada, em não dar valor a nada. Pra me fazer rir tem que se esforçar muito, pra me fazer gostar de algo tem que ser surpreendente, e tudo o que eu gosto se resume em solidão. Peguei gosto no que pra muitos é ruim. Prefiro sair sozinha do que acompanhada. Prefiro conversar comigo mesma - mentalmente, ainda não cheguei ao ponto de falar sozinha, sou desequilibrada mas controlada - do que conversar com um grupo de pessoas, prefiro me isolar, ficar assim, quietinha no meu canto sem ninguém pra me amolar.

Eu queria mudar, queria alguém que me mudasse, alguém que me abraçasse inesperadamente só pra me mostrar que ainda tem como gostar de tudo que hoje eu não gosto mais. Queria o abraço de alguém que cujo nome só eu sei, de alguém que não sabe mas me faz bem, até sabe, mas talvez tenha se esquecido. Queria o abraço da única pessoa que ainda não desgosto. Mas parece que quanto mais eu gosto de algo mais o mesmo se afasta. Talvez o segredo seja esse. Eu vou começar a gostar de tudo que não gosto para que se afaste, e vou desgostar de tudo que gosto para que se aproxime.