Só acontece comigo #14


Socialização. Palavra ruim de ser pronunciada (muitos sons de "s" juntos me deixam um pouco atordoada) porém muito necessária na vida de todos, sendo por vontade própria ou por obrigação. Eu tenho algumas dificuldades quando o assunto é esse porque acho que sou a única pessoa no mundo que ainda tem um pouco de senso e ao invés de já chegar sendo a simpática fico refletindo uma meia hora antes de falar com alguém me perguntando se eu não irei incomodar e se não estarei sendo um pé no saco para o meu coleguinha, no fim de tudo penso tanto que quando vejo a pessoa já foi embora e eu não socializei, mas estou em uma luta diária para superar isso. Pois bem, esses dias eu tive um surto de simpatia e fui socializar, uma voz que parecia de algum personagem de desenho animado - eu creio que era a Lindinha, de As Super Poderosas - me dizia "Vamos Tatiane, não há mal nenhum em conhecer mais as pessoas que estudam na sua sala, se aproxime, eles serão seus companheiros até o fim do ano mesmo que você pense diariamente em como a vida seria melhor sem eles" e a menina Tatiane ouviu a voz sim, porque ás vezes a menina Tatiane esquece que quando tenta sair um pouco do seu habitual acaba dando em merda.

Me aproximei de uma menina, ela perguntou sobre minha vida eu perguntei sobre a dela e tentei parecer o mais interessada possível nos carinhas que ela tem uma queda, conversa vai, conversa vem, peguei o celular por impulso (lê-se vicio) e me conectei ao Instagram, a coleguinha percebeu o meu momento de descontração e falou feliz da vida:

- Me segue no Instagram!

Marquem bem essa fala, ela vai ser a peça chave de hoje. Com o meu surto de simpatia no ápice, eu segui, até ai tudo bem, tudo ótimo. Até a amiguinha pegar o celular dela para me seguir de volta e falar:

- Seu user é encontrocomtati por que? Você quer ter um encontro comigo?

No mesmo momento escutei a voz meiga da Lindinha rir da minha inocência em ter acreditado que ser sociável naquele lugar iria dar em algo produtivo. Eu, mais corada do que já sou naturalmente apenas sorri amarelo e soltei um envergonhado:

- Ah, não tem um motivo, eu só criei.

O que eu realmente queria ter dito: É ENCONTROCOMTATI PORQUE SE A FÁTIMA BERNARDES PODE TER UM ENCONTRO EU TAMBÉM POSSO, E PODE ME DAR UNFOLLOW QUE EU SÓ QUERO GENTE DE BEM ME SEGUINDO, DEVOLVE AS HORAS QUE PASSEI TENTANDO SER SUA AMIGA!

O Ensino Médio, ele assusta, ele corrói, ele destrói de pouco em pouco.

Só acontece comigo #13

Rei Leão feelings.
Não basta eu ser mal humorada, tinha que nascer desastrada também para dar aquela "equilibrada" no humor. Acompanhem mais um dia na minha difícil vida, colegas internautas.

Todos aqui sabem o quanto eu amo comida certo? Mesmo assim vou reforçar, eu amo comida. E eu estava fazendo o que? Comendo, óbvio.

Horário de almoço, restaurante lotado, eu com meu crachá cuja foto conseguiu piorar a realidade. Algo pinica mas não me deixo abalar e continuo me alimentando por um motivo chamado: tenho que voltar a trabalhar. Algo pinica novamente. Mastiga, engole, mastiga, engole, bebe suco, algo pinica.

Um barulho. Um barulho ensurdecedor. O que era? Meu espirro.

Vamos por partes:
  1. Um restaurante lotado.
  2. Algo pinica.
  3. Um espirro.
  4. Um barulho mais alto do que você consegue imaginar.
  5. Eu.
  6. Eu corada.
  7. Eu corada de vergonha. 
  8. Eu corada de vergonha querendo entrar em baixo da mesa. 
As pessoas que almoçavam? Pararam de almoçar pra ver quem era que não tinha controle sobre o próprio espirro.

Agora imaginem eu tendo um filho, se não sei controlar meu espirro vou lá saber controlar uma criança? Será que eu vou corresponder a todas as expectativas que vão colocar sobre a minha pessoa? Porque eu posso não ter controle. Acho que já perdi o controle aqui também mas vocês não precisam me falar.

Nota mental¹: não aparecer nesse restaurante por no mínimo um mês.
Nota mental²: aprender a ter controle.
Nota mental³: aprender a espirrar igual gente.

Vou mandar fazer uma camiseta escrito "CUIDADO! Por trás desse rostinho de menina vive um homem másculo prestes a espirrar."

Eu jurei que não ia postar isso sabe? Constrangedor demais já, mas ai fui ler as respostas do formulário e das quatro que tive em todas, eu disse ToDaS eu li que gostavam quando eu falava sobre o meu cotidiano. Vocês pediram então está ai, não aceito reclamações.

Durmam depois dessa só pra completar o assunto (O MEU FOI ALTO MAS NADA PARECIDO COM ESSE NÃO CONFUNDAM AS COISAS):


Tenham todos um ótimo dia. 

Um ano de inconstância.

Um ano. Tempo suficiente para muita coisa acontecer, e bem, hoje faz um ano desde o meu primeiro post aqui. Isso não é importante, nem um pouco mas de certa forma é bom ver todos os meus pensamentos durante esse período de tempo escritos aqui. Ver as mudanças e até o que não mudou em nada.

Meu primeiro post falava sobre os protestos que vinham ocorrendo, e nossa, depois de um ano eu paro pra pensar no que isso se tornou e ai, que horror! São protestos atrás de protestos e em sua maioria não levam a nada, porque em sua maioria também são argumentos ruins.

Teve muito post desabafo, talvez seja só o que eu poste aqui mas a gente não precisa comentar essa parte da história. Teve o Desafio Semanal que eu não consegui fazer nem metade. Teve muito post de opinião em que critiquei tudo e todos sem medo de levar um tiro saindo de casa. Teve a minha essência. Soa poético mas na verdade não é nada bonito. Cada defeito meu, pode ser encontrado aqui, inclusive o maior de todos, esse pessimismo que não me larga mesmo que chova chocolate e todo mundo se torne um amor de pessoa.

O blog sou eu, até quando não quero ser. E também é cada um de vocês, que me mostram pontos de vista que me fazem pensar e ficar feliz por saber que alguém andou lendo minhas baboseiras.

Odeio demonstrar afeto, mas esse espacinho nem um pouco famoso na internet e cada pessoa que entra aqui pra ler pelo menos um texto consegue me mudar, me mostrar que ainda da pra ser um pouco otimista sim!

Obrigada a você que leu, que seguiu, que comentou e até a quem não gostou, sem vocês eu não teria como ser eu. Não tem presente muito menos bolo, mas é feito com carinho.

Não é muito interessante para a maioria, mas eu adoraria saber o que vocês querem ver no blog, se puderem responder serei eternamente grata e quem sabe não pago um lanche pra quem preencher o formulário? Se você se interessar, é só clicar aqui!

Popcorn: Malévola.

Antes de iniciar a falação vamos a explicação. Ainda esse mês, por incrível que pareça o blog faz um aninho  e com isso comecei a tentar melhorar uns detalhes aqui, outros ali. E um dos meus planos é ter algumas categorias fixas - como todo blog que se preze - e para iniciar esse até então "teste" decidi trazer primeiro a categoria "Popcorn." apesar de ter nome de comida, não se trata de receitinhas e sim de filminhos. Se tiverem algum comentário pra fazer sobre a categoria, alguma sugestão sintam-se a vontade para falar.
Ficha Técnica.
Lançamento: 29 de Maio de 2014.
Duração: 1h37min.
Gênero: Fantasia.
Título Original: Maleficent.
Sinopse Original (podem haver spoilers neste trecho.): Uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até que o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como a mais feroz protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição - um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra. Determinada a se vingar, Malévola enfrenta uma batalha épica contra o rei dos humanos e, como consequência, amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora. Conforme a menina cresce, Malévola percebe que Aurora é a peça essencial para estabelecer a paz no reino - e para a verdadeira felicidade de Malévola também.
Classificação: 10 anos.

Apesar de ser um dos melhores lugares dessa vida, confesso que as salas de cinema já foram antes mais frequentadas pela minha ilustre presença. Não por serem ruins, mas por serem poucos os filmes que eu realmente sinto vontade de gastar mais bufunfa quando posso comprar o CD em determinadas barraquinhas (ou até mesmo ver online porque a internet está ai para ser abraçada e amada) mas Malévola desde que foi anunciado conseguiu amolecer um pouco essas mãos fechadas aqui justamente por ser Malévola. Achei digníssimo a Disney resolver deixar de lado aquele blá-blá-blá de princesas são as melhores ou da garota simples que teima em se apaixonar pelo cara popular e mesmo ela sendo invisível e o carinha tendo a bitch girl do colégio aos pés dele consegue se apaixonar pela até então considerada "nerd" (cá entre nós os caras que fazem esses filmes devem ter esquecido como realmente funcionam as coisas no ensino médio) para finalmente colocar uma vilã como personagem principal de um filme. Ai Disney, me abraça vai.

No início do filme o receio foi grande, por ter um roteiro extremamente fantasioso, todas as criaturas mágicas e a maneira como começa deixa um pouco de medo de uma história até então muito boa poder se transformar em mais uma história de amor (de aventura e de magia, como completaria Sandy) mas como tudo na vida sempre há um porém e graças a isso posso confirmar que quando o filme acaba a vontade é ficar de novo na sala pra ver a sessão seguinte. 

Aproveitando alguns pedaços de A Bela Adormecida e retirando alguns, o roteiro consegue surpreender ao mostrar que por trás dos finais felizes de contos de fadas pode existir muito mais para se ver. Algo interessante de se notar, é a forma como o roteiro explica a tal maldade de Malévola, que na verdade só precisa de alguém que feche uma cicatriz do passado e mostre que a humanidade não é assim tão ruim. Por fim, a minha avaliação ao filme é mais positiva do que eu mesma esperava ser.

Curiosidades:
  • Malévola foi lançado nos Estados Unidos em 30 de maio de 2014. Trata-se da mesma data e mês do lançamento de A Bela Adormecida, 55 anos antes.  
  • Malévola é o filme de maior orçamento já comandado por um diretor estreante, Robert Stromberg. O recordista anterior era Tron - O Legado, produzido pela própria Walt Disney Pictures, que foi dirigido por Joseph Kosinski. 
  • A cantora Lana Del Rey foi escolhida pela própria Angelina Jolie para interpretar a canção "Once Upon a Dream", música tema de A Bela Adormecida (1959).  
E vocês, já assistiram "Malévola"? Me contem o que acharam!
Tem algum filme para recomendar? Diga nos comentários, ou mande a sugestão pelo Ask.Fm.

Só observo.


Definição do que eu acho sobre pessoas.
Eu tenho uma curiosidade que chega a ser perigosa. Antes fosse essas curiosidades parecidas com "O que vai acontecer se eu colocar meu dedo na tomada?", sou curiosa com a pior raça existente nesse mundinho de meu Deus: a raça humana. O mais interessante de tudo isso é que quanto mais curiosa sou mais me afasto dos meus coleguinhas, vou tão afundo nas pessoas que descubro o lado Faustão de cada uma (chato pra caralho).

Uma quarta-feira sim e outra não, eu infelizmente tenho um curso obrigatório cuja presença nele conta como um dia trabalhado, inclusive graças ao mesmo descobri que odeio essa bagaceira de horas complementares, enfim. Fico presa em uma sala de aula por seis longas horas convivendo com pessoas que parecem não ter tomado um chá de semancol nunquinha na vida e ali fazemos desde debates (quase infarto com as coisas que as pessoas são capazes de falar sem nem pensar) até as infelizes dinâmicas em grupo. Numa dessas dinâmicas cada um tinha que colar em duas pessoas de sua preferência algo que acreditava que ela seria depois cada um levantava e falava em voz alta o que fora colado em seu lindo corpo, chegou a minha vez de levantar e PAH me deparei com "Séria", o que me deixou feliz porque finalmente obtive respeito nessa vida, "Observadora" (!) e "Possui bons argumentos" (miga, é que eu sou blogueira) e para se explicar o amiguinho que colou "Séria" disse que isso não é ruim, mas eu sei ser bem na minha enquanto todo mundo fala demais, no momento eu quis me defender dizendo que prefiro fazer a falar, mas como ouviria uns "Noooooooossa, grooooooooossa!" dei um sorrisinho simpático, sentei e fiquei ali pensando no que comeria no almoço. Depois desse dia, parei pra pensar e percebi que a amiga que colou o "Observadora" levou apenas três horas pra perceber isso enquanto eu não reparei em dezessete anos de existência, o que me leva a ver que sim, eu sou observadora e não, isso não é bom justamente pelo que foi dito no inicio desse post desabafo (como se todos os outros também não fossem) eu observo as pessoas até ver algo que me desanima completamente.

Se não for pedir de mais, pensem comigo, vamos analisar as pessoas que nos cercam. Você provavelmente conhece alguém (mesmo que de vista, como no meu caso) que usa tênis de mola com calça apertada e namora um cara de boné. Você provavelmente conhece alguém que não sai de casa sem maquiagem e têm californianas ou luzes loiras. Você provavelmente conhece alguém que não sai da academia. Você provavelmente conhece alguém que toda vez que se aproxima de você descarrega os problemas desde o dia do nascimento até a vida atual e depois de te deixar atordoado sai de fininho sem querer saber se você também precisa conversar com alguém sobre seus problemas. Também tem aquele cara que sempre pega o mesmo transporte público que você e todos os dias vocês se olham como se fosse um "E ai, beleza?". Você provavelmente conhece uma pessoa que sem motivo algum fala mal de você pra todos, e na sua frente finge ser sua amiga dos tempos do balão mágico. Não vamos esquecer a amiga da amiga do seu amigo, ou da amiga da pessoa que você namora que quando te vê sorri falsamente e te olha da cabeça aos pés sem disfarçar. Tem também a pessoa que só quer saber de curtir a vida, como se ainda não tivesse aprendido que tudo o que é em exagero se torna chato. Encontrou todas essas pessoas na sua vida ou pelo menos uma? É esse o problema, as pessoas são iguais. E quando querem ser diferentes não percebem que estão se tornando o mesmo que as outras. Falta gente interessante, falta personalidade.

E é por isso que eu fico aqui, sendo a observadora de tudo isso. Pelo menos enquanto todos estão sendo iguais, eu só estou olhando e sendo eu mesma.